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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vegetarianismo


Muitos consideram que o vegetarianismo é um bicho-de-sete-cabeças. “Não consigo comer vegetais durante uma semana inteirinha!” ou “Sou completamente carnívoro!” são provavelmente as respostas dadas por adolescentes quando questionados acerca da sua capacidade de adoptar um estilo de vida vegetariano, mas a verdade é que excluem da equação as inúmeras vantagens que uma alimentação deste tipo nos pode trazer.
No sentido de elucidar as mentes dos jovens portugueses, iremos apresentar as vantagens e desvantagens (sim, porque nem tudo é um mar de rosas) e técnicas que te podem ajudar a revelar o vegetariano que há em ti.
Porque gostamos de abordar tudo de uma forma positiva, vamos começar por te revelar os benefícios que provavelmente têm mais impacto na tomada de decisão acerca deste assunto, e que estão relacionados com a saúde física.
Uma alimentação diária da qual seja excluído o consumo de carne ou gorduras animais poderá prevenir de forma significativa os grandes riscos para a saúde que dai advêm, como por exemplo a aterosclerose, que consiste na deposição de placas lipídicas nos vasos sanguíneos, provocando a diminuição do diâmetro dos mesmos ou até mesmo a sua obstrução. Como é evidente, esta é umas das consequências trágicas do consumo exagerado de alimentos de origem animal, que poderá até conduzir à morte.
Um outro argumento contra o consumo de carne é o facto de a maioria das criações de animais com vista ao consumo serem alimentadas com rações ricas em hormonas que, quando ingeridas pelo Homem, poderão causar doenças ao nível do sistema imunológico e reprodutor. Isto sem falar nas inexistentes condições de higiene em que muitos matadouros operam.
Uma dieta vegetariana é também útil no que toca à perda de peso de forma saudável, assim como para a diminuição dos níveis de colesterol, da pressão sanguínea, e dos riscos da ocorrência de doenças cardiovasculares, diabetes ou doenças hepáticas.
A título de curiosidade, a produção de grãos utilizada actualmente para alimentar os animais que se destinam ao consumo, poderia alimentar sete vezes mais pessoas se fosse destinada a produção de alimentos vegetarianos.
Uma das desvantagens de adoptar este estilo de vida é a adaptação do organismo. Uma alteração radical de dieta alimentar poderá comprometer gravemente a nossa saúde. Há então que fazer esta alteração gradualmente e, de preferência, com acompanhamento médico.
Um argumento mais relacionado a ética e moral é que, se existem alternativas alimentares viáveis, que não impliquem o sofrimento de animais, e que podem contribuir para a nossa saúde, por que não optar por estas?
Cabe então a cada um de nós decidir o que melhor contribui para o seu bem-estar, quaisquer que sejam as razões, sabendo que para uma questão há, quase sempre, mais do que uma solução.

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